Sabedoria Selvagem

Em um encontro de meditação online, tive uma visualização que, além de bonita, foi inspiradora, como dessas mensagens que vêm até a gente só para nos apoiar:

“Estava numa região de campos vastos e verdejantes, circundados por algumas cercas de madeira aparentemente bem cuidadas. Havia agrupamentos de árvores aqui e ali e nenhum animal à minha vista. O dia estava claro e iluminado.

Subitamente, logo adiante, surgiu das alturas uma difusa luz branca, como uma pequena, sutil e brilhante nuvem que vinha em direção a mim e, à medida que se aproximava, ia assumindo a forma de um belo cavalo branco. Livre, seguro e manso, ele se deteve no campo, poucos passos à minha frente, parecendo me aguardar. Sem hesitar, como se fosse algo usual para mim, fui até ele e pulei em seu dorso e o montei, segurando em sua longa crina branca.

Devagarzinho, começamos a cavalgar e, enquanto avançávamos, percebia que o céu — o ar — ia assumindo a partir do horizonte uma coloração quente e suave, com pontos dispersos nos quais a cor rosada se intensificava. Desde o princípio, um entrosamento tranquilo e natural se estabeleceu e uma sensação de serena confiança parecia nos envolver. Resolutos, pulamos uma cerca e começamos a galopar, seguindo em frente, e eu me sentia muito bem.”

Desta vez, já não contemplava meramente, mas era participante, estava em movimento, um movimento fluido, confiante, natural. Estava acolhendo sem hesitar uma energia criadora, assumindo a responsabilidade por sua direção, sua manifestação, superando as possíveis limitações e obstáculos. Percebi que novas realizações viriam de um espírito agora aquecido. Bastaria apenas me permitir, me permitir abrir o coração, me permitir me amar e confiar nos sussurros dessa minha querida sabedoria selvagem chamada Intuição.

Julho, 2020.

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