
Em um processo simples de escrita livre, precedido por uma breve meditação, recebi a seguinte mensagem:
“Talvez o olhar que procuras esteja no olhar interior, no corpo que expande e contrai, em ondas. O olhar que se abre e fecha sem se perguntar se está certo ou errado, mas apenas segue o ritmo do coração universal.
O olho sabe que é luz e busca seu lugar, sua expressão ao abrir-se. Sabe que é luz. Sabe que é divino em seu íntimo mais profundo. Sabe que toda criança existe em luz e se vê no olho como pérola dourada, como diamante, como estrela. Tudo é luz e brilha porque o olho a encontrou. O olho se abre e a luz cria a forma. O olho se fecha e a luz descansa em ondas flutuantes a espera do olhar, do próximo olhar. Nada se cria sem o olhar. Deus é a luz e o olhar — eis a criação.
Não deves duvidar ou contextualizar as palavras. Elas vêm para ti quando a mente está aberta, como os olhos. Elas não julgam nem contestam nem pensam. O pensamento nunca pensa. As palavras nunca pensam. O Verbo É.”
Maio, 2020.